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Em seis meses, apenas 0,42% da população do Pará emitiu a nova identidade nacional

Número de emissões da CIN no estado é considerado baixo em relação ao total da população; documento será obrigatório no futuro e amplia segurança no acesso a serviços públicos

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Mesmo com a gratuidade da primeira via e as vantagens em segurança e unificação de dados, a adesão à nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) ainda é tímida no Pará. Até o último dia 23 de julho, apenas 36,6 mil paraenses haviam emitido o novo documento, o que representa apenas 0,42% da população estadual, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A CIN, que traz o CPF como número único de identificação e permite o uso da biometria como meio de autenticação, será obrigatória no futuro e promete reduzir fraudes em cadastros e ampliar o acesso seguro a benefícios sociais e serviços públicos. Ainda assim, a média de emissões no estado é de apenas 33 por dia.

Os números contrastam com o cenário nacional, onde mais de 30 milhões de brasileiros já emitiram a nova identidade desde o lançamento do modelo unificado. No Pará, a maior parte das emissões ocorreu entre mulheres (54,21%) e jovens de 15 a 19 anos (12,86% do total local).

Para emitir a primeira via da CIN, que é gratuita, basta apresentar a certidão de nascimento ou casamento em um posto autorizado de atendimento — já disponível em todos os estados do país.

Além de ser um avanço na digitalização de documentos e na prevenção de fraudes, a CIN garante acesso ao login ouro no portal Gov.br, necessário para diversos serviços federais. A nova carteira também contempla a identificação de pessoas com deficiência, com destaque para os registros feitos por pessoas com Transtorno do Espectro Autista, que representam mais da metade dos documentos emitidos com essa especificação no Pará.

Baixa adesão preocupa especialistas

A baixa procura pelo documento no estado pode comprometer a atualização de cadastros públicos e a eficiência no atendimento de políticas sociais, especialmente com a ampliação do uso da biometria. Sem a nova carteira, cidadãos podem encontrar dificuldades futuras para acessar serviços públicos que passarão a exigir o documento.

A recomendação é que a população não deixe para última hora. A transição da antiga carteira de identidade para o novo modelo é gradual, mas irreversível: a CIN será, em breve, o único documento aceito em diversos serviços federais.

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