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A 22 dias do evento, Governo do Pará não divulga possíveis gastos com cachês milionários de atrações nacionais do Pararraiá

Reportagem do O FATO fez pesquisa no Diário Oficial do Estado desde a divulgação oficial do evento e questionou o Estado sobre a ausência de publicidade dos gastos

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Faltando pouco mais de três semanas para o início do Pararraiá — principal evento junino do Pará, promovido pelo Governo do Estado —, ainda não há informações públicas sobre os valores que serão pagos aos artistas nacionais que integram a programação. O evento acontece de 12 a 15 de junho, no estacionamento do Estádio Mangueirão, em Belém, com acesso gratuito ao público. Apesar da parceria com o Ministério do Turismo e da relevância cultural e turística do arraial, a prestação de contas do investimento ainda não foi divulgada nos Diários Oficiais do Estado ou da União.

A equipe de reportagem do portal O FATO realizou uma busca detalhada nas publicações oficiais com o objetivo de verificar os contratos e repasses, mas, até o fechamento desta edição, não foram encontrados registros dos cachês que envolvem atrações como Xand Avião, Chitãozinho & Xororó, Joelma, Nattanzinho, Léo Foguete e Viviane Batidão.

Para se ter uma ideia do volume financeiro que pode estar envolvido, uma comparação com um evento recente promovido pela Prefeitura de Dormentes (PE) revela valores expressivos pagos a artistas semelhantes. Segundo informações exibidas em um painel de prestação de contas (ver imagem), o cantor Xand Avião, que também está confirmado no Pararraiá, recebeu R$ 550 mil por apresentação. Outros nomes, como Tarcísio do Acordeon e Pablo, também foram listados com cachês de R$ 400 mil cada.

Divulgação /Redes Sociais

Com a promessa de atrair milhares de pessoas e se consolidar no calendário turístico do Estado, o Pararraiá é uma iniciativa elogiável do ponto de vista cultural. No entanto, a ausência de transparência sobre os gastos públicos gera dúvidas sobre a aplicação dos recursos e reforça a necessidade de uma gestão mais aberta e acessível para a sociedade paraense.

Silêncio

Diante da ausência de publicações no DOE-PA, a reportagem entrou em contato com a Secretaria de Comunicação do Pará (Secom) no dia 12 deste mês para questionar sobre a transparência dos gastos e o valor pago a cada atração, mas não obteve quaisquer retornos aos questionamentos. O espaço segue aberto.

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