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Igor Normando afirma que ribeirinhos não pensam no meio ambiente e nem em mudanças climáticas

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“Não pensam na preservação do meio ambiente e nem nas mudanças climáticas”, declarou o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB) durante o painel “O que a COP 30 representa para o Brasil”, em um evento promovido pelo grupo Globo. O encontro reuniu especialistas e autoridades para discutir o papel da Amazônia no enfrentamento da crise climática global.

Para Normando, diante da necessidade de garantir o sustento diário, moradores dessas áreas não consideram questões como a preservação ambiental. “Evidentemente, quem está com fome ou quem precisa resolver o seu problema diário, ele não pensa na preservação do meio ambiente e nas mudanças climáticas, ele quer matar a fome dele do dia”, afirmou o prefeito, ao abordar os desafios da gestão pública em áreas vulneráveis.

O prefeito citou que Belém possui 42 ilhas com cerca de 39 mil moradores, vivendo em regiões que deveriam ser preservadas, mas que acabam sofrendo pressão por conta das atividades de subsistência.

“Áreas que são de preservação, áreas que precisam efetivamente de um cuidado do poder público e áreas que, infelizmente, têm uma tendência forte a serem desmatadas porque a população que mora nessas áreas, ela tira o seu ganha-pão destas áreas”, disse.

Veja o vídeo:

Vila da Barca

Ainda durante o evento, Igor Normando mencionou a Vila da Barca como um exemplo crítico da desigualdade urbana em Belém. O local, segundo ele, é reflexo do abandono de um projeto habitacional que se arrasta há mais de duas décadas, e hoje abriga milhares de pessoas em condições precárias.

“Começou com o conjunto habitacional e acabou virando uma ocupação desordenada na beira do rio. As pessoas não têm acesso muitas das vezes a água, esgoto, que acaba degradando inclusive o meio ambiente”, afirmou.

O prefeito questionou como é possível avançar em debates sobre sustentabilidade diante da realidade de comunidades em situação de vulnerabilidade social. “Como é que eu vou falar de arborização se eu tenho mais de duas mil pessoas vivendo em condição sub-humana no centro da cidade”, indagou. “Imagine aquele que vive num bairro mais afastado periférico da cidade. A realidade dele é que está muito pior”, declarou.

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