InícioRoraimaDe olho no Senado em 2026, Helena da Asatur participa de mobilização...

De olho no Senado em 2026, Helena da Asatur participa de mobilização contra o marco temporal em Pacaraima

Publicado em

A empresária do ramo dos transportes e deputada federal por Roraima, Helena da Asatur, do MDB, esteve na comunidade indígena Sabiá, na Terra Indígena São Marcos, em Pacaraima, nesta sexta-feira, 29. O grupo se mobiliza há mais de 30 dias contra o marco temporal. Nos bastidores, circula que a deputada tem intenções de ser candidata ao Senado em 2026.

Em maio de 2023, a parlamentar manifestou-se contra o marco temporal ao votar contra a proposta. Durante o encontro, a deputada reiterou sua oposição à tese. “Meu voto é pelo direito dos indígenas, assim como os não indígenas também têm os seus direitos. Precisamos respeitar as áreas demarcadas e preservar essas terras, que são de extrema importância”, garantiu.

A mobilização também expressou críticas a outras propostas em tramitação no Congresso, como a PEC 48/2024, que propõe a inclusão da tese do marco temporal na Constituição Federal, e a PEC 36/2024, que permite atividades produtivas em terras indígenas. Segundo os povos originários, essas medidas colocam em risco os direitos adquiridos e a proteção dos territórios tradicionais.

No local, a deputada recebeu uma carta do movimento indígena de Roraima com reivindicações. Conforme Helena Lima, recursos serão destinados para a saúde indígena em Roraima. “Vou destinar 10% das minhas emendas parlamentares para a saúde indígena este ano. Quero sair daqui com esse compromisso firmado com vocês”, declarou.

Segundo a parlamentar é importante que haja diálogo com os povos originários. “É fundamental que as lideranças indígenas sejam ouvidas. Essa harmonia entre as comunidades e o respeito aos territórios são cruciais para o nosso estado”, destacou.

O marco temporal, previsto na Lei 14.701/2023, estabelece que apenas terras ocupadas ou disputadas pelos indígenas na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988, serão reconhecidas como tradicionalmente indígenas. Apesar de ter sido julgada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF), a proposta é discutida pelo Congresso Nacional.

Foto: Divulgação 

spot_img

Últimos Artigos

Governo do Pará decreta ponto facultativo após o Círio de Nazaré; veja quais serviços serão afetados

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração...

Idoso de 82 anos é sequestrado e mantido em cativeiro em Belém; polícia desarticula parte de quadrilha

A Polícia Civil do Pará prendeu um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento...

Transladação do Círio de Nazaré reúne mais de 1,9 milhão de fiéis pelas ruas de Belém

Cerca de 1,9 milhão de fiéis participaram, na noite deste sábado (10), da Trasladação...

Após ameaças de morte e estupro, deputada eleita Ana Elisa terá proteção do governo

A deputada federal eleita Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), de 21 anos, receberá proteção...

Mais como este

Governo do Pará decreta ponto facultativo após o Círio de Nazaré; veja quais serviços serão afetados

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Administração...

Idoso de 82 anos é sequestrado e mantido em cativeiro em Belém; polícia desarticula parte de quadrilha

A Polícia Civil do Pará prendeu um homem e uma mulher suspeitos de envolvimento...

Transladação do Círio de Nazaré reúne mais de 1,9 milhão de fiéis pelas ruas de Belém

Cerca de 1,9 milhão de fiéis participaram, na noite deste sábado (10), da Trasladação...