O Amazonas tem 438 obras federais paralisadas, de acordo com dados atualizados do Tribunal de Contas da União (TCU). O número representa 59,7% dos 734 empreendimentos monitorados no estado pelo órgão de controle. Apenas 40,3% das obras seguem em execução, conforme informações do Painel de Obras Paralisadas.
Segundo o levantamento, o volume de investimentos previsto exclusivamente para as obras interrompidas no Amazonas é de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. Considerando todos os empreendimentos acompanhados pelo TCU no estado, o valor total estimado chega a R$ 4,2 bilhões.
O painel também aponta que R$ 439,5 milhões em recursos federais já foram aplicados em obras que atualmente estão paralisadas. No conjunto geral, o montante de recursos federais investidos em todas as obras no Amazonas soma R$ 2,4 bilhões, evidenciando o impacto financeiro da interrupção de projetos públicos essenciais.
Histórico das paralisações
Os dados do TCU mostram que o número de obras paradas no Amazonas variou ao longo dos últimos anos. Em agosto de 2022, eram 292 obras paralisadas entre 665 monitoradas. Em abril de 2023, o total subiu para 304, de um universo de 645 empreendimentos. Já em abril de 2024, o cenário se agravou, com 452 obras interrompidas entre 690 acompanhadas. No diagnóstico mais recente, referente a abril de 2025, o número recuou para 438 obras paralisadas, dentro de um total de 734.
No mesmo período, o percentual de paralisações evoluiu de 43,9% em 2022 para 47,1% em 2023, atingiu o pico de 65,5% em 2024 e caiu para 59,7% em 2025, ainda em patamar elevado.
Áreas mais afetadas
A educação básica concentra o maior número de obras paralisadas no estado, com 230 empreendimentos interrompidos. Em seguida aparecem os setores de saúde, com 126 obras, e de infraestrutura e mobilidade urbana, com 48.
Outras áreas também registram paralisações, como saneamento e o grupo classificado como “outros”, ambos com 12 obras; educação profissional e tecnológica, com quatro; educação superior e transportes, com duas cada; além de esporte e turismo, com um empreendimento paralisado em cada setor. As informações têm como base a unidade gestora AudUrbana/SDI, responsável pelo monitoramento no TCU.
Situação nacional
No cenário nacional, o problema se repete em larga escala. O Tribunal de Contas da União aponta que 50,7% das obras federais em todo o país estão paralisadas. Ao todo, são 11.469 empreendimentos interrompidos entre 22.607 monitorados.
O valor previsto de investimentos nas obras paradas em todo o Brasil é de R$ 34,7 bilhões, dentro de um total de R$ 123,3 bilhões estimados para todas as obras federais. Já os recursos efetivamente aplicados em empreendimentos hoje paralisados somam R$ 15,9 bilhões, enquanto o total de investimentos federais realizados no país chega a R$ 60,2 bilhões.
Os números reforçam o quadro de baixa eficiência na execução de obras públicas e evidenciam os impactos diretos da paralisação de empreendimentos em áreas estratégicas, especialmente em estados da Região Norte, como o Amazonas.



