janeiro 19, 2026
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Comidas típicas da quadra junina de 2025 ficam mais caras em Belém, aponta DIEESE/PA

Levantamento mostra alta nos preços dos principais ingredientes usados nas receitas juninas em Belém; azeite de dendê e leite de coco lideram a lista.

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Com a chegada do mês de junho e a retomada das tradicionais festas juninas, os paraenses já começam a se preparar para a temporada de quadrilhas, bois-bumbás e, claro, das comidas típicas que são marca registrada da época. Mas quem for às compras para preparar as iguarias pode se assustar com os preços: os ingredientes estão mais caros em 2025.

De acordo com pesquisa divulgada pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE/PA), os reajustes nos preços dos principais itens usados na culinária junina superaram a inflação acumulada dos últimos 12 meses, estimada em 5,50%. Em alguns casos, os aumentos ultrapassam 17%.

“O que observamos é que a maioria dos produtos utilizados no preparo das comidas típicas ficou mais cara este ano, com aumentos que não foram uniformes, mas que em muitos casos chegam a mais de 10%”, explicou Everson Costa, supervisor técnico do DIEESE/PA.

Entre os maiores vilões do bolso dos consumidores estão o azeite de dendê, com alta de 17,24%, e o leite de coco, com 16,57%. Outros itens com aumento expressivo foram o fubá de arroz (13,65%) e o coco ralado (9,98%). Mesmo produtos como leite condensado, canjiquinha e açúcar registraram aumentos entre 3% e 8%.

Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda de preço em relação a 2024, como o milho branco para mingau (-13,69%), o milho de pipoca (-10,81%) e o amendoim in natura (-2,90%).

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de maio nas principais redes de supermercados da Grande Belém, envolvendo mais de 50 itens in natura. “Esses aumentos certamente impactarão o preço final das comidas típicas vendidas nas barracas e eventos juninos. E ainda existe uma grande variação de preços entre marcas e locais de venda, que pode ultrapassar 15%”, alertou Costa. “Por isso, é fundamental que o consumidor pesquise antes de comprar.”

Além dos produtos já citados, outros itens tradicionalmente utilizados nas receitas regionais, como goma e farinha de tapioca, camarão, maniva e jambu, também estão mais caros, segundo o levantamento.

A recomendação do DIEESE é que os consumidores fiquem atentos às variações e aproveitem as promoções para manter a tradição sem comprometer o orçamento.

Veja a lista:

  • Azeite de dendê (200ml): R$ 5,44 — alta de 17,24%

  • Leite de coco (500ml): R$ 20,05 — alta de 16,57%

  • Fubá de arroz (400g): R$ 4,63 — alta de 13,65%

  • Coco ralado  (100g): R$ 7,58 — alta de 9,98%

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