fevereiro 17, 2026
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Presidente da Câmara de Boa Vista é solto

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O presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, Genilson Costa, foi solto nesta sexta-feira (20), após decisão da desembargadora Tânia Vasconcelos, que acatou o pedido de habeas corpus apresentado por sua defesa. O vereador reeleito estava preso desde o dia 18 de outubro, quando foi alvo da Operação Mortellus, da Polícia Federal, que investiga um esquema de corrupção eleitoral e compra de votos nas últimas eleições.

Genilson estava detido na Penitenciária Agrícola do Monte Cristo, em Roraima, e é apontado pela Polícia Federal como o líder de um esquema que teria movimentado cerca de R$ 1 milhão para aliciar eleitores. Segundo as investigações, ele contava com o apoio de outros agentes públicos, como o subcomandante da Polícia Militar de Roraima, coronel Francisco das Chagas, e utilizava um grupo em um aplicativo de mensagens para organizar os pagamentos, que variavam de R$ 100 a R$ 150 por voto.

Esquema milionário em investigação

De acordo com o relatório da PF, o vereador teria utilizado recursos públicos e contado com o apoio de servidores para facilitar as ações do esquema. Além disso, as investigações revelaram que o grupo monitorava denúncias contra a prática, protegendo Genilson e outros envolvidos.

A operação incluiu o cumprimento de 14 mandados de prisão temporária e 18 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam a irmã e a esposa do vereador, que também são investigadas. Durante as buscas, a PF encontrou documentos e registros que reforçam as suspeitas de uso de dinheiro público na compra de votos e lavagem de dinheiro.

Crimes e punições em análise

Genilson Costa e os demais investigados podem ser indiciados por associação criminosa, corrupção eleitoral, prevaricação, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. O inquérito policial ainda apura o uso de sua influência política para garantir a presidência da Câmara e sua reeleição ao cargo de vereador.

Mesmo em liberdade, Genilson segue sob investigação e poderá ser reconduzido à prisão caso descumpra medidas judiciais ou novos elementos agravem sua situação. Até o momento, sua defesa não comentou as acusações, enquanto a Polícia Federal informou que as apurações continuam para identificar outros envolvidos e o destino dos recursos desviados.

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