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MPPA defende condenação da Hydro e Alunorte por vazamentos de rejeitos químicos em Barcarena

A posição foi apresentada no âmbito de uma ação popular que discute os impactos ambientais decorrentes dos episódios.

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O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) manifestou-se pela condenação da Norsk Hydro Brasil Ltda. e da Alunorte – Alumina do Norte do Brasil S/A, em razão dos vazamentos de rejeitos químicos que teriam contaminado cursos d’água em Barcarena, incluindo o Rio Pará. A posição foi apresentada no âmbito de uma ação popular que discute os impactos ambientais decorrentes dos episódios.

A manifestação foi elaborada pela 5ª Promotoria de Justiça de Ações Constitucionais e Fazenda Pública, por meio da promotora de Justiça Rosangela de Nazaré. No parecer, o MPPA defende que as empresas sejam responsabilizadas pelos danos ambientais causados, com a adoção de medidas de reparação e o pagamento de indenização às comunidades atingidas.

O órgão ministerial argumentou ainda pela ilegitimidade ativa da Associação dos Caboclos, Indígenas e Quilombolas da Amazônia (CAINQUIAMA) para propor a ação, sustentando que a entidade reúne uma diversidade excessiva de segmentos sociais e étnicos, o que comprometeria sua representatividade específica no caso.

O parecer também ressalta que a Promotoria de Justiça do Meio Ambiente é o legitimado prioritário para atuar judicialmente em defesa de direitos difusos e coletivos, especialmente em matérias relacionadas ao meio ambiente e a direitos fundamentais.

Por fim, o MPPA concluiu não haver responsabilidade do Estado do Pará no episódio, afirmando que não foram identificadas falhas ou omissões na atividade de fiscalização e controle ambiental exercida pelo poder público.

Outro lado

Por meio de nota, a Hydro e a Alunorte negaram as acusações sobre contaminação e danos ambientais no municípios de Barcarena e informaram que já apresentaram à Justiça e ao MP estudos e evidências de que não houve vazamento dos depósitos de resíduos durante às chuvas de 2018.

Confira a nota na íntegra: 

A Hydro e a Alunorte negam veementemente as acusações de contaminação ou danos ambientais em Barcarena provocados por suas operações como consequência das fortes chuvas que atingiram a região em 2018. 
As companhias já apresentaram à Justiça e ao Ministério Público um conjunto de estudos técnicos e evidências demonstrando que não houve transbordo ou vazamento dos depósitos de resíduos sólidos da Alunorte durante as fortes chuvas de fevereiro de 2018, fato confirmado por mais de 90 inspeções realizadas no local, inclusive por auditorias independentes e autoridades competentes. Essas avaliações comprovam que não houve dano ambiental ou à saúde humana relacionados às operações da Alunorte. 
No âmbito internacional, o Tribunal de Roterdã, em decisão final de 24 de setembro de 2025, rejeitou todas as acusações contra a Norsk Hydro ASA e suas subsidiárias holandesas. O tribunal da Holanda concluiu que não há evidências de transbordamento dos depósitos de resíduos da Alunorte durante as fortes chuvas de 2018 e, consequentemente, que não há possibilidade de ocorrência de danos ao meio ambiente e às pessoas causado pelas operações da empresa. 
As companhias adotarão as medidas jurídicas no curso do processo.
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