InícioParáCrimes violentos recuam em áreas com Usinas da Paz

Crimes violentos recuam em áreas com Usinas da Paz

Secretaria de Segurança Pública registrou quedas que chegam a 75% em bairros de Belém

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Estruturas do programa Territórios pela Paz (TerPaz) estão ligadas a quedas em índices de criminalidade em várias regiões do estado. Os efeitos são observados desde a inauguração da primeira unidade, em 2021, tanto na Região Metropolitana de Belém quanto no interior.

Dados da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) mostram reduções nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) de janeiro a novembro de 2025, na comparação com 2024. Na capital, as quedas variaram de 30,8% a 75% em bairros como Bengui, Terra Firme e Guamá. No interior, municípios como Bragança, Castanhal e Parauapebas registraram diminuições entre 21,4% e 50%. Os roubos também recuaram, com quedas superiores a 40% em áreas com as Usinas.

“O Pará vivencia uma outra realidade desde a implantação dos Territórios pela Paz e, posteriormente, com a chegada das Usinas, que seguem transformando a vida das pessoas em cada comunidade onde estão presentes. Nós podemos constatar e afirmar que houve reduções significativas tanto em crimes patrimoniais, como furtos e roubos, quanto em crimes que tiram a vida, a exemplo dos homicídios. Portanto, seguimos atuando fortemente para ampliar as ações em todo o Estado, garantindo não apenas a segurança, mas também serviços e oportunidades que continuem mudando a realidade da população”, explicou o secretário Ualame Machado.

As unidades oferecem mais de 70 serviços, como emissão de documentos, cursos profissionalizantes, atendimentos de saúde e atividades esportivas. A estrutura inclui espaços para atendimentos, ginásio, bibliotecas e laboratórios de informática.

Segundo a técnica em enfermagem Socorro Meireles, moradora do bairro da Cabanagem, em Belém, o espaço trouxe maior sensação de segurança.

“A Usina nos trouxe políticas públicas que antes apenas sonhávamos em ter. Era como se o bairro da Cabanagem não existisse no mapa. Éramos vistos como um bairro perigoso. Eu já cheguei a ver jovens sendo executados próximo da minha casa. Hoje vemos a juventude tendo acesso a cursos gratuitos dentro da Usina. Meu filho já fez cursos de robótica e vários outros que nós não teríamos condições de pagar. A Usina é uma bênção na vida de todos os moradores da nossa comunidade”, contou.

Dezoito unidades estão em funcionamento e outras 19 estão em construção. O projeto já realizou 10,9 milhões de atendimentos, de acordo com o governo do estado.

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