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Senadores de Roraima ‘torraram’ R$ 1,7 milhão do “cotão” em um ano e quatro meses; Saiba quem é o mais “gastão”

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Em levantamento realizado pelo O FATO com dados disponíveis no Portal da Transparência do Senado Federal, foi possível constatar que os três atuais senadores por Roraima não economizaram e gastaram, ao longo de de 2023 e nos quatro primeiros meses deste ano, expressivos R$ 1.798.929,62 da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), o “cotão”.

Conforme o levantamento, de 2023 a abril deste ano, o veterano no Senado Chico Rodrigues, conhecido nacionalmente após ser flagrado com R$ 33 mil escondidos na cueca e nas nádegas durante a operação Desvid do Polícia Federal, é o que mais pediu reembolso da verba, um total de R$ 625.789,57. Contudo, Chico já está no sexto ano do atual mandato e, desta forma, ao longo desse período gastou nada menos que R$ 2.266.757,32.

Os gastos de Chico foram com passagens áreas, locomoção, alimentação e combustíveis, além de locação de prédio para escritório parlamentar, contratação de serviços de apoio e divulgação da atividade parlamentar.

O segundo no ranking é o senador Mecias de Jesus (Republicanos), que ganhou fama nacionalmente por ser alvo e, depois, condenado no “Escândalo dos Gafanhotos”. Mecias foi condenado pela Justiça Federal a restituir quase R$ 2 milhões aos cofres públicos, além de ter os direitos políticos suspensos por cinco anos. A decisão foi do dia 24 de janeiro de 2022.

De 2023 até os primeiros meses deste ano, Mecias de Jesus pediu reembolso total de R$ 619.318,96. Sendo, exorbitantes R$ 513.042,28 apenas em 2023 e R$ 106.276,68 este ano.

Já o novato no Senado Hiran Gonçalves, do PP, investigado por desvio da Cota parlamentar na Câmara Federal, já gastou R$ 553.821,09 do cotão no Senado Federa. Destes, R$ 459.267,77  no ano passado e R$ 94.553,32 este ano.

A cota

A cota parlamentar é destinada ao custeio de despesas com passagens aéreas, combustível, alimentação, hospedagem e a manutenção de escritórios mantidos pelos deputados no estado de origem.

Ela é paga por meio de reembolso, após a apresentação de nota fiscal. O saldo que não é gasto fica acumulado para o mês seguinte.

 

Foto: Divulgação 

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